terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

LULA E O DISCURSO: A CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE ATRAVÉS DA IMPRENSA ESCRITA (VEJA E ISTO É)

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012 0

Josélio Paulo Macário de Oliveira
MESTRANDO – PROLING/UFPB

            O mercado midiático tem desempenhado um papel de extrema relevância no processo de construção/desconstrução de identidades e representações na sociedade contemporânea. Muitos dos perfis identitários de nossa sociedade, de todas as áreas de atuação têm se originado a partir do cotidiano das produções jornalísticas de nossas instituições midiáticas. Nesta pesquisa objetiva-se investigar o âmbitos das representações políticas, sintetizadas na imprensa escrita brasileira. A escolha pela análise do discurso político fundamenta-se na necessidade  que a sociedade possui de aprimoramento de um senso coletivo crítico no que se refere ao melhoramento do imaginário político. Desse campo temático, recortamos a representação do sujeito social e político Luiz Inácio Lula da Silva.  A problematização deste tema se efetivará pela leitura de reportagens veiculadas pelas revistas de circulação nacional “Veja” e “Isto é”.  Aqui abordamos instrumentos teóricos e metodológicos disponibilizados pela Análise do Discurso de linha francesa (AD), disciplina estruturada pelo filósofo e linguísta Michel Pêcheux (como a noção de sujeito, formação discursiva, etc.), assim como alguns conceitos analíticos do historiador Michel Foucault (interdição, ordem do discurso, gêneros discursivos), também assumidos pela AD francesa. Este trabalho pretende explicitar aspectos de natureza interpretativa sobre a representação de um sujeito político que serão descortinados pelos elementos analíticos de uma teoria de interpretação que tem como um de seus primeiros objetivos lançar mão da dimensão da história, da linguística e da psicanálise para alcançar a tecitura do interdito, do equívoco, de uma exterioridade que lhe é constitutiva. E assim oferecer à sociedade uma perspectiva diferenciada, crítica, mais aprofundada do nosso universo político.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

CORPO, PODER E SUBJETIVIDADE: UMA ANÁLISE DISCURSIVA SOBRE A INCLUSÃO SOCIAL DO SUJEITO DEFICIENTE NAS LENTES DA MÍDIA

sexta-feira, 18 de novembro de 2011 0
Maria Eliza Freitas do Nascimento
DOUTORANDA– PROLING/UFPB


Na sociedade contemporânea, é possível pensar como os discursos constroem efeitos de sentidos que transitam em movências, marcadas através do tecido histórico-social. Com isso, as práticas discursivas oportunizam discutir a emergência de objetos em constante formação/transformação, relacionadas à produção histórica dos discursos, buscando enveredar por caminhos analíticos que possibilitem um olhar aguçado para a produção de sentidos. A história do corpo na sociedade é marcada por diferentes possibilidades de relação saber-poder. Isso reforça que na genealogia do poder a forma de ver o homem na história produz deslocamentos que enfatizam a passagem da morte para a vida, ligadas às diversas manifestações do poder, principalmente a biopolítica que usa técnicas para gerir a vida das pessoas, a fim de torná-las mais produtivas, enfatizando o poder como forma de governar a vida, a partir da gestão da saúde, da higiene, da alimentação etc., favorecendo à disciplina e ao controle do corpo. Nosso objetivo, neste trabalho, é analisar em diferentes materialidades midiáticas, os discursos sobre a inclusão do corpo deficiente, enfatizando as técnicas disciplinares utilizadas para incluir esse corpo na sociedade. Como base teórica, usamos a Análise do Discurso francesa na interface das contribuições de Pêcheux e Foucault. Defendemos a tese de que o corpo deficiente, considerado historicamente como um corpo anormal, monstruoso passa por deslocamento na produção discursiva que acarreta em novas visibilidades e dizibilidades sobre o ser deficiente. Com isso, o corpo anormal, feio, monstruoso entra na ordem do discurso, com vistas à sua inclusão na sociedade. Esses discursos produzidos em diferentes materialidades constroem diferentes efeitos de sentidos nos quais os sujeitos portadores do corpo deficiente se (re) constroem e se (re) modelam produzindo subjetividades e, através do corpo, são considerados sujeitos diferentes, não mais deficientes. Assim, o discurso sobre a diversidade entra em cena, produzindo sujeitos dóceis, geridos por micropoderes que os disciplinam e controlam por meio de diversas técnicas: esporte, artes, dentre outras. O corpo deficiente desloca-se, então, de foco de resistência ao poder, para um foco de preocupação do poder, tendo em vista que não basta excluí-lo, isolá-lo do corpo social, mas sim, transformá-lo em produtivo, pois ele pode também ser uma força de trabalho. As diferentes materialidades midiáticas oportunizam a circulação dos discursos, que constroem práticas sociais. Por isso, consideramos a mídia como grande promotora da circulação dos discursos sobre a inclusão do corpo deficiente e,  oportuniza uma análise discursiva dos diferentes efeitos de sentido produzidos nessas materialidades, dos processos de subjetivação do sujeito deficiente, as técnicas de disciplina usadas para “adestrar” os corpos, os procedimentos de governamentalidade sobre o outro e as estratégias do governo de si.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

O PROCESSO DE SUBJETIVAÇÃO E IDENTIDADE NO DISCURSO DA TATUAGEM/CORPO

segunda-feira, 14 de novembro de 2011 0
Edileide Godoi
DOUTORANDA PROLING/UFPB

Este trabalho tem como objetivo geral analisar como a escrita no corpo vem produzindo identidades e construindo subjetividade na sociedade de contemporânea, buscando compreender como o corpo se oferece como matéria (suporte) em que a escrita e o desenho significam. Para tanto é preciso pensar o discurso como propõe Foucault (2005, p.55), “um conjunto de regras próprias a prática discursiva. Essas regras definem não a existência muda de uma realidade, mas o regime dos objetos”. São essas regras, a serem acolhidas na dispersão do discurso da tatuagem, que acreditamos constituir uma prática discursiva que constitui um lugar para subjetivação. Acreditamos, e tomamos por hipótese de trabalho que a escrita no corpo é uma prática discursiva que luta contra a sujeição, contra as diversas formas de subjetivação e submissão que lhes são impostas e oferecidas através das técnicas de si. Foucault em seu texto o “sujeito e o poder” (1982) enxerga que as diferentes técnicas que modificam os indivíduos em sujeitos atraem diversas formas de lutas e resistência. O problema é: será que diante das transformações sócio-culturais ocorridas no período compreendido por muitos teóricos como pós-modernidade ou “modernidade líquida” (BAUMAN, 2007), a textualização no corpo é uma forma de subjetivação resistente a técnicas de si imposta pela sociedade capitalista ou mais uma forma de pertencimento a um determinado grupo? Para embasar nosso trabalho escolhemos o aporte teórico da Analise do Discurso francesa uma ciência em que a análise precede a própria teoria (MALDIDIER, 2003, p.12). Fundada pelo filósofo Michel Pêcheux, no final dos anos sessenta, esse campo do saber tem como objeto de estudo, o discurso – lugar teórico em que se entrelaçam questões sobre a língua, o sujeito e a História. Considerando que a teoria diz muito sobre que método devemos utilizar no desenvolvimento da pesquisa, tomamos para esse estudo a  pesquisa de cunho tanto bibliográfico quanto analítico (descritivo/ interpretativo). O corpus será composto de um recorte feito em revistas de circulação nacional (Veja), blog (“dor e prazer”), site (www.uol.com.br) que propõe, meio a dispersão enunciativa, uma escrita de “si para si”. Compreender a textualização no corpo é em alguma medida compreender as novas formas de significar o corpo e significar os sujeitos. Conforme Ravel (2005, p.83) o processo de subjetivação são práticas de objetivação que permite constituir-se sujeito de sua própria existência.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

AS REDES DE MEMÓRIA E A CONSTRUÇÃO DISCURSIVA DE SUJEITOS HOMOAFETIVOS NA/PELA MÍDIA

terça-feira, 8 de novembro de 2011 0
JJ Domingos
DOUTORANDO PROLING/UFPB

O período do fim da ditadura no Brasil marca uma época muito particular de nossa história. Além da abertura política, apresenta-se a possibilidade de novos discursos, em especial de grupos considerados minoritários ou marginais. Buscando maior visibilidade, vários destes grupos veriam na mídia um meio de propagar suas ideias e apresentar novos modos de subjetividade, diferentes daquelas construídas pelo discurso hegemônico de então. Vários periódicos aparecem nesse período como forma de resistência ao regime militar e como instrumento capaz de conferir visibilidade às chamadas minorias. Aqui escolhemos o Jornal Lampião da Esquina como base para o nosso corpus.
Esta pesquisa entende que a construção discursiva que a mídia impressa (o jornal Lampião e as revistas atuais) produz e reproduz do sujeito homoafetivo emerge de um relativismo histórico no qual não há verdade a ser buscada nos diferentes lugares históricos, mas “verdades” construídas descontinuamente através de discursos que favorecem práticas de poder. 
Com base no o aporte teórico da Análise do Discurso e no trabalho arquegenealógico de Michel Foucault, que leva em conta o fato de um objeto receber significações diferentes conforme a época e as práticas em que ele ganha existência, a proposta então é investigar esta premissa foucaultiana, aplicada ao sujeito homoafetivo que se constitui no discurso (como acontecimento) que irrompe nas páginas de Lampião assim como nas de publicações mais recentes dirigias aos homossexuais.
A esta pesquisa interessa a figura do homoafetivo produzida linguística e discursivamente em o Lampião da esquina e mais recentemente, nas revistas gays anteriormente citadas. Atentando para o significado e a relevância desse material para os estudos da linguagem, o mesmo será tratado aqui sob um enfoque sócio-histórico de cunho qualitativo, a fim de se privilegiar a compreensão e a interpretação do objeto. 

domingo, 6 de novembro de 2011

CORPO, IDENTIDADE E MÍDIA: OS DISCURSOS SOBRE O ENVELHECIMENTO EM REVISTAS DE VARIEDADES

domingo, 6 de novembro de 2011 0
Maria Emmanuele Rodrigues Monteiro
DOUTORANDA PROLING/UFPB


A presente pesquisa tem como objetivo maior a análise de como são produzidas identidades para o corpo velho discursivisado nos gêneros presentes nas revistas de variedades. Para tanto é necessário ressaltar que o corpo velho, nosso objeto de estudo, não é o corpo do indivíduo, mas sim, um corpo enquanto unidade discursiva. Assim, trabalharemos com o corpo velho, considerando sua existência histórica e seu status material. Dessa forma, este projeto é uma tentativa de compreender o corpo velho e a constituição de suas identidades a partir do arcabouço da Análise do Discurso Francesa, praticada no Brasil, a partir dos postulados de Michel Pêcheux, Michel Foucault e Jean-Jacques Courtine. Em relação aos procedimentos metodológicos, trata-se de uma pesquisa qualitativa de cunho interpretativo, cujo corpus é composto pelos gêneros suportadados nas revistas Época, Isto é e Veja, publicadas a partir da década de 1990 até a atualidade.

domingo, 29 de março de 2009

O CORPO NA MÍDIA: BIOPODER NAS CAPAS DE REVISTAS

domingo, 29 de março de 2009 0
Tânia Maria Augusto Pereira
Doutoranda/Proling UFPB



Este trabalho tem como objetivo analisar a presença constante do corpo na mídia, a partir da sua divulgação como um artefato cultural que produz sentidos, como um modo de viver e de ser, um modo de olharmos para nós mesmos e para os outros. O foco estético direcionado à beleza, associado à forma física e ao modelamento corporal, promove um “culto ao corpo”, expressão usada para ratificar a presença constante de um corpo obediente ao padrão de beleza culturalmente estabelecido. Tendo como pressuposto a compreensão do corpo como uma construção histórica e cultural, sobre a qual se articulam diferentes discursos e saberes, investigaremos o discurso sobre o corpo construído pela revista Veja. Pretendemos avaliar até que ponto o discurso de uma revista voltada para informação e cultura em geral, revalida construções estereotipadas sobre o corpo na sociedade. Também buscamos refletir sobre como tais discursos são significados, legitimados, reconhecidos e mantidos pela mídia, através das técnicas disciplinares usadas para adestrar os corpos, dentro do que Foucault denomina biopolítica. Nossa reflexão está alicerçada nos princípios teóricos e metodológicos desenvolvidos pela Análise do Discurso (AD) de origem francesa, oriunda das ideias de Pêcheux (1988, 1997, 1999, 2006) e nas contribuições de Foucault (1996, 2000, 2006, 2007, 2008,), em sua analítica do poder. O campo de estudo da AD oferece ferramentas conceituais que possibilitam compreender a produção e reprodução de verdades impostas pela mídia. Para a AD, a mídia configura-se como um dispositivo disciplinador na medida em que cria identidades e parte do princípio de que tais identidades são efeitos do discurso, já que é no interior das práticas discursivas que elas emergem. Cuidar de si na contemporaneidade significa cuidar do corpo, sentir-se bem a partir de regras de conduta e de princípios impostos como verdades e prescrições construídas pela mídia através da exposição incessante das imagens de corpos belos. Nas capas das revistas é evidente a atuação da mídia por meio de dispositivos disciplinares que ditam formas e hábitos de vida enquadrados no saber/poder. Os corpos moldados pelo discurso midiático ordenam um dizer que vai além da estética da beleza, visto que tal discurso produz, estabiliza e faz circular sentidos, materializando dizeres sustentados pela memória discursiva, apagando ou deixando implícitos outros.

Palavras-chave: biopolítica; discurso midiático; cuidado de si.

Ms. Tânia Maria Augusto Pereira/UEPB

terça-feira, 10 de junho de 2008

MULHER, TRABALHO E FAMÍLIA : JOGOS DISCURSIVOS E REDES DE MEMÓRIA NA MÍDIA

terça-feira, 10 de junho de 2008 0

Lúcia Helena Medeiros da Cunha Tavares
DOUTORANDA PROLING/UFPB


Este trabalho de pesquisa busca descrever/interpretar, no discurso midiático, os movimentos da memória na relação da mulher com o mercado de trabalho e a família. Nessa relação com a família, aparecem as relações de gênero tanto no espaço público quanto no privado, além dos conflitos entre casamento/maternidade x carreira. Sendo assim, viu-se a necessidade de delinear as seguintes questões de pesquisa: De que modo se inscreve na mídia a história da mulher trabalhadora e sua relação com o mercado de trabalho e a família? E como a memória se movimenta na constituição da identidade da mulher trabalhadora contemporânea no discurso midiático? Seguindo a vertente da Análise do Discurso Francesa, mais especificamente, as teorias foucaultianas, procurou-se aqui traçar o trajeto temático “Mulher, trabalho e família na história contada pela mídia”, seguido dos eixos que norteiam a construção do arquivo e a delimitação do corpus. São eles: 1) a mulher e o mercado de trabalho, 2) a mulher trabalhadora e as relações de gênero e 3) a mulher trabalhadora e a constituição familiar. Para melhor historicizar os acontecimentos que estão relacionados à temática do trabalho, formou-se um arquivo que se constitui, em sua materialidade, de vários gêneros discursivos, como anúncios, reportagens, propagandas, charges, músicas, capas de revistas, artigos, notícias, que ajudam a construir o imaginário social sobre o que é dito através do discurso midiático. Desse arquivo, muitos textos, representativos de cada época abordada (entre o século XIX e o século XXI), servem, no decorrer do trabalho, para uma análise mais superficial ou mera ilustração dos momentos comentados, sendo isto necessário para se conhecer os mecanismos agenciados pela memória. Para melhor averiguar as diferentes posições-sujeito e suas práticas discursivas, foram escolhidos para constituir o corpus oficial desta Tese, seis artigos (matérias de revistas) que discorrem sobre a temática escolhida. Esses artigos estão presentes nas revistas impressas Veja Mulher, Claudia e Você S/A. Investigando, no discurso midiático, as redes de memória e os jogos discursivos na inscrição da mulher trabalhadora, percebe-se que a mídia exerce o papel de mediadora entre acontecimento e sociedade e que ela utiliza-se do real e do imaginário, impondo a sua vontade de verdade e agenciando os mecanismos de poder na constituição da identidade da mulher contemporânea.


Palavras-Chave: Jogos Discursivos. Memória. Mulher. Trabalho. Família. Mídia



Mais informações sobre a pesquisadora:

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Discurso, História e Sentido: Construções Identitárias em diversos Gêneros Discursivos

quarta-feira, 4 de junho de 2008 0
A produção e a circulação dos sentidos em uma sociedade não ocorrem aleatoriamente, mas submetem-se a uma ordem, cuja materialidade é histórica. Visamos, neste projeto, estudar os vários discursos institucionalizados que circulam em diversos gêneros textuais, a fim de verificar a constituição e funcionamento desses discursos sociais que, não raro,entrelaçam-se numa rede dialógica de saber-poder.. Situação: Em andamento; Natureza: Pesquisa. Alunos envolvidos: Doutorado ( 6) . Integrantes: Maria Regina Baracuhy Leite - Coordenador.Financiador(es): Universidade Federal da Paraíba
 
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